Joaquim Dias Marcelino Marques
Coronel Joaquim Dias Marcelino Marques
de: Luis Alves Fraga
É de toda a justiça recordar, nesta época do ano, um Homem que nos deixou um bom exemplo de verticalidade, frontalidade e coragem. Tenho a dupla honra de o ter tido como professor e de ambos havermos frequentado, com distância de várias dezenas de anos, o Instituto dos Pupilos do Exército. Chamava-se Joaquim Dias Marcelino Marques e era, no tempo em que se passou o episódio que de seguida vou relatar, coronel de Administração Militar no activo. Antes porém, deixem-me dar dele um retrato tão próximo da realidade quanto as palavras e a minha memória me não atraiçoarem.
 
Era um homem de meia estatura, talvez mais para o baixo do que para o alto. Ligeiramente anafado, sem ser gordo. Tinha um rosto redondo, uns olhos vivos, um sorriso entre o matreiro e o cínico. Falava baixo, mas as palavras saíam-lhe compassadas, marteladas de modo a que não houvesse dúvidas quanto ao que queria dizer. Às vezes, eram sibilinas as frases que proferidas. O sorriso era mais um trejeito facial do que um mostrar de dentes. Desprendia-se dele uma imagem de vontade firme e de incapacidade de recuos ou vacilações quanto ao que queria. Era um homem com aquele quê que geralmente identificamos com a frase: sabe o que quer.
Conheci-o quando eu rondava os meus quinze ou dezasseis anos — teria ele, talvez, trinta e poucos. Foi meu professor dois anos mais tarde. Depois, soube notícias dele por ter sido colocado na Assistência aos Tuberculosos das Forças Armadas, já tenente-coronel, e o meu pai prestar lá, também, serviço e ter-se estabelecido entre ambos uma excelente relação de amizade. Tendo sido promovido a coronel foi transferido e deixou no meu progenitor um grande sentimento de admiração
Passemos, agora, à estória que nos mostra a índole do saudoso coronel Marcelino Marques.
 
Corria o ano de 1973. Estava-se a meio de Outubro ou nos primeiros dias de Novembro. Marcelino Marques havia sido nomeado professor da Academia Militar. Tinha experiência docente, pois já leccionara vários anos no Instituto dos Pupilos do Exército. Eu encontrava-me em Moçambique no cumprimento da minha segunda comissão de serviço e rapidamente me chegou a notícia do acontecimento.
Ia ter lugar a sessão solene de abertura das aulas na Academia Militar que, dessa vez, seria presidida pelo almirante Américo Tomás, Presidente da República do Estado Novo, um dos mais obsequiosos seguidores de António de Oliveira Salazar, o ditador desde 1928.
O Chefe de Estado era uma figura risível, pela sua incapacidade de articular publicamente um discurso com nexo. Havia sido ministro da Marinha e era um dos chefes da linha dura do salazarismo. No meio da sua aparente confusão mental, sabia muitíssimo bem o que pretendia para perpetuar o regime.
 
Embora não conheça pormenores, vou contar o que se passou tal qual mo relataram na altura.
O comandante ou o segundo comandante da Academia Militar, consciente da instabilidade que já se fazia sentir no seio da oficialidade das Forças Armadas — as primeiras reuniões conspiratórias teriam começado havia algumas semanas — terá convocado todos os oficiais em serviço naquele estabelecimento de ensino e, dando-lhes conhecimento da cerimónia que em breve teria lugar, impôs a presença de todos à sessão solene de abertura das aulas. O coronel Marcelino Marques ter-se-á levantado e terá dito com aquela sua muito característica voz sibilina e também cortante:
— Informo V. Exa. de que não estarei presente à cerimónia!
Estranhando a atitude, o comandante ou o segundo comandante perguntou-lhe o motivo ao que Marcelino Marques respondeu no mesmo tom seco e pausado:
— Porque eu me recuso a estar presente em actos presididos por esse senhor!
Foi como se uma bomba tivesse caído no seio daquele grupo de oficiais. Um coronel do Serviço de Administração Militar ousar falar assim do Presidente da República! Crime de lesa Pátria! Crime de traição!
 
Foi mandado instaurar rapidamente o processo disciplinar e, rapidamente também — à boa maneira fascista ou fascistóide — tratou-se de punir com alguns dias de prisão disciplinar agravada o coronel Marcelino Marques, já do antecedente conhecido pela sua rebeldia e antipatia pelo Governo. A transferência de unidade foi imediata.
Esta atitude granjeou-lhe a confiança dos oficiais que começavam a conspirar e terá sido esse o motivo pelo qual, logo no próprio dia 25 de Abril de 1974, se apresentou na Escola Prática de Administração Militar — ali para os lados do Lumiar, quase em frente dos velhos estúdios da Rádio Televisão Portuguesa — e lhe foi entregue, com toda a confiança, o comando da unidade.
 
Foi nesta escola de Homens que procurei aprender alguns ensinamento para a Vida. Foi com Homens como o meu velho professor, coronel Marcelino Marques, que eu — por certo sem o brilho dele nem comungando, talvez, das suas opções políticas — me fui identificando como militar, tentando cultivar a frontalidade e a verticalidade que fizeram dele um militar de Abril.
Recordo-o com muita saudade, num tempo em que se recomeçou a aprender a viver, «navegando» com cautelas e alguns salamaleques para não ferir susceptibilidades com palavras varonis ditadas pela salutar discordância ou o saudável repúdio de quem corta a direito para atalhar caminho.
 
Obrigado meu coronel pelas suas lições; esta que contei e outras que relatar seria moroso.
Obrigado por nos ter deixado o exemplo ao qual presto a minha homenagem.
Coronel Luís Alves de Fraga
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Pergunta: Depois chegou o Rosa Coutinho...

   R: Ele era um homem obscuro. Foi a alma negra daquilo tudo.

 

Ten-Coronel Capelão João Diamantino (1)

 

   P: Onde estavas a prestar serviço, aquando do 25 de Abril?

   R: Encontrava-me em Angola, donde regressei em Dezembro/74.

   P: Qual era a situação nesse território, quando ocorreu aquele golpe?

   R: Estava apaziguada. Aquilo que era seguro antes do 25 de Abril, deixou de o ser depois desta data. Antes, quando me deslocava de Carmona (Uíge) para Luanda vinha sozinho num jeep, sem qualquer problema. Depois, a segurança passou a ser menos responsável...

   Por exemplo, naquela cidade o MPLA entrou com armas e bagagens e ocupou o hotel, colocando uma sentinela à porta. A UNITA também montou uma sede. Julgo que a FNLA não chegou a entrar, pelo menos enquanto lá estive.

   P: Entretanto tinha recomeçado a actividade de guerrilha?

   R: Tiros não, mas passaram a colocar minas. Ocorreu uma cena com os militares da Mucaba, em que este pessoal foi solicitado para ir buscar uma mulher grávida da população local. No regresso, uma mina matou essa mulher e o cabo condutor da ambulância. Então os militares ficaram revoltados e queriam actuar contra os dos movimentos. Lá tive que ir, como capelão da Zona Militar, apaziguá-los.

   P: Entretanto vieste cá de férias...

   R: Sim, no mês de Maio. Apercebi-me que era uma vergonha o que sucedia no Continente. No Fundão, um irmão meu ainda foi perseguido....

   Na zona de Castelo Branco faziam manifestações do MRPP e da UDP. Normalmente quando surgia uma manifestação, aparecia uma outra contra, com a maioria do povo, havendo naturalmente incidentes e confrontos.

   P: E o PCP não actuava ?

   R: Não era visível, mas pressupunha-se que estaria por detrás.

   P:  Voltáste, entretanto a Angola...

   R: Sim. Em Junho de 1974 já se notava um certo temor, alguma instabilidade e irresponsabilidade. Se alguém apanhasse um tiro, não apareciam os responsáveis.

   P: Depois chegou o Rosa Coutinho...

   R: Ele era um homem obscuro. Foi a alma negra daquilo tudo.

   Uma pessoa que poderá esclarecer o sucedido é o General Tomé Pinto, que se encontrava em Luanda. A insegurança já grassava na capital...

 NOTA:

  (1) Entrevista( 1.ª Parte )

   João dos Santos Diamantino nasceu em 26-9-1932.  Padre católico, foi incorporado nas Forças Armadas em 1959. Como tenente fez uma comissão em Angola até 1970.

   Depois, de regresso ao Continente, foi colocado como capelão da EPA, em Vendas Novas. Promovido a capitão em 7-12-1970, viria a fazer uma segunda comissão em Angola: 1972 a Dezembro de 1974.

   Após passar, de novo, pela EPA, foi nomeado capelão da RMS, em Évora, sendo promovido a major em 9-12-1976.

   Encontrava-se na situação de reforma, quando foi entrevistado em 29-1-1996, em Évora.

 

Só lamento que a Instituição Militar, posteriormente, não tivesse força para verificar quem agiu com tanta falta de isenção nesses tempos conturbados...

 

Ten-Coronel Capelão João Diamantino (1) 

 

   P: Depois do 28 de Setembro a situação agravou-se ?

   R: O Rosa Coutinho mandou desarmar os brancos, incluindo as pistolas de defesa pessoal...

   P: Quando é que isso ocorreu ?

   R: Em Outubro ou Novembro.

  P: Os brancos começaram a sair de Angola, devido à insegurança ?

   R: Sim, muitos o fizeram. Mas também lá ficaram bastantes, iludidos com as promessas feitas de que poderiam permanecer. O que não se concretizou, como se sabe...

   P: Estás convencido de que o Rosa Coutinho fez pender a balança para o lado do MPLA, em desfavor dos outros movimentos?

R: Absolutamente. Não tenho dados concretos para provar isso. Mas que foi assim não tenho dúvidas.

   P: Os brancos estavam mais ligados à UNITA ?

   R: Julgo que não o estariam em relação a nenhum dos movimentos. Encontravam-se naturalmente ligados a nós.

   Mas a maior desgraça do sucedido resultou para o povo angolano, que não será unificado se não tiver um elemento aglutinador e que eram os portugueses.

   O país chamado Angola não existia há séculos atrás. Naquele território falavam-se cinco línguas. Foi criado pelos portugueses, incluindo as fronteiras...

   P: Regressáste a Portugal, em fins de 1974...

   R: Sim. Em 21 de Dezembro e depois de um mês de férias fui colocado em Elvas, a aguardar uma próxima vaga na EPA, em Vendas Novas.

   Naquele quartel (Elvas) pode-se dizer que ainda havia alguma normalidade, em relação à disciplina. Encontrava-se lá o Capitão Gastão Silva, um homem inteligente, que sabia conduzir aquela situação...

   P: Ocorreu o 11 de Março...

   R: Ainda lá estava. Julgo que os helicópteros passaram por cima daquela cidade...

   P: Qual a tua opinião sobre o sucedido nessa data ?  

R: Considero que foi uma guerra, em que alguém caiu numa esparrela e foi enganado...

  

O revolucionário Andrade da Silva...

 

   P: Quando foi que te apresentáste na EPA ?

   R: Foi no 1.º de Maio. Fui encontrar a Escola num estado de grande degradação da disciplina. O comandante era o Coronel Sousa Teles...

   P: Quem eram os revolucionários que lá foste encontrar ?

   R: Com uma surpresa muito grande encontrei o então Tenente Andrade da Silva, que era quem lá mandava ..

   P: E outros oficiais demitiram-se da sua autoridade ?

   R: Eles faziam participações, que eram abafadas. Recordo-me de uma cena, numa altura em que foi necessário levantar munições numa arrecadação, para ir fazer tiro na Carreira da Unidade. Então o cabo quarteleiro disse que apenas as entregava, com autorização do Tenente Andrade da Silva...

   P: Tinha, então, o controlo da Unidade ...

   R: Completamente. Mas o que admirava mais foi a volta de 180º em relação à sua maneira de proceder anterior. Quando lá estive com ele, entre 1970 e 1972, tratava o pessoal com grande agressividade, sendo muito autoritário. Recebi nessa época vários alunos a chorar, sendo alguns até maltratados. Depois apareceu armado em revolucionário, mas de conveniência... De revolucionário tinha pouco...

   P: Exercia actividades fora da Unidade...

   R: Não parava na Escola. Lá dentro nunca consegui encontrar-me com ele. Andava nas ocupações da reforma agrária dos comunistas.

   P: Quando lá chegáste, essas ocupações já estavam a decorrer?

   R: Sim. Deram-se a partir do 11 de Março...

   P: Em todas as áreas ?

   R: Não. As terras da serra, que não estavam tratadas, normalmente não eram ocupadas... Interessavam-se mais por aquelas de regadio, que tinham uma boa produção...

P: Ele não andava sozinho ?

   R: Tinha uma equipa, que integrava um furriel. E quando saía para fora, andava normalmente com cerca de quatro soldados armados. Eu apenas estive com ele, em Vendas Novas, cerca de dois meses, pois foi colocado no Quartel General. Nessa altura a Região Militar já era comandada pelo Pezarat Correia e julgo que eles não se deram muito bem...

   Entretanto os SUV apareceram na região de Évora. Então, até chegou a ir, a uma varanda do Quartel General, receber o apoio desse tipo de manifestantes. Acabei por o encontrar apenas uma vez nessa cidade, quando lá fui colocado, em meados de Novembro de 1975 e dei-lhe uma ensaboadela...

 

Acompanhando uma dinamização cultural

 

   P: Também estivestes em Julho de 1975 a acompanhar uma daquelas denominadas dinamizações culturais, que se faziam na província ?

   R; Sim. Fui nomeado em diligência para a Academia Militar. Havia dois oficiais milicianos muito revolucionários que andavam a fazer a sua campanha política a favor da aliança Povo/MFA, querendo utilizar uns cartazes com o Vasco Gonçalves.

   Eu dizia-lhes: No dia em que vocês distribuírem esses cartazes, vou-me embora...  Andavam mais nos vinhos e petiscos. Isto na zona da Guarda.

   Às tantas passou-se uma cena curiosa. Quando andavam a vitoriar o Vasco, como eles diziam, apareceu o director de uma cooperativa vinícola local, que lhes perguntou ? Mas qual Vasco? O Vasco da Gama ?. Iam-se metendo pelo chão abaixo. Aquilo durou cerca de quinze dias e ocorreu quando o Mário Soares fez a manifestação da Fonte Luminosa, a 19 de Julho.

   Nessa altura, aqueles dois revolucionários chegaram a distribuir armas para ir defender a revolução, como eles diziam...

   Só lamento que a Instituição Militar, posteriormente, não tivesse força para verificar quem agiu com tanta falta de isenção nesses tempos conturbados... 

 

   NOTA:(1)        Entrevista ( 2.ª Parte ) realizada em 26-1-1996.

do Livro "Memórias da Revolução" de Autoria de Manuel Amaro Bernardo

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IGREJA CATÓLICA ACUSA:
“AS FAMÍLIAS ESTÃO A SER ALVO DA INVASÃO DA MENTIRA”
de: Manuel Abrantes
Monsenhor Luciano Guerra, reitor do Santuário de Fátima, diz no editorial do jornal “A Voz da Fátima” que as famílias estão a ser alvo da "invasão da mentira" e que "as intervenções públicas não passam de mentiras para tapar buracos".
Para o prelado “mente-se nas grandes instituições, entre as pessoas responsáveis pela sua liderança, nas nações, nos governos, nos sindicatos, nas empresas, nos partidos, em toda a espécie de associações (não só no futebol). Mente-se até nas instituições criadas para educar e defender as crianças “.

Monsenhor Luciano Guerra aponta o dedo aos políticos e à sociedade, que “incentivam as relações precoces e irresponsáveis dos adolescentes, facilitam o suceder dos divórcios, caucionam a infidelidade conjugal, não previnem o abandono dos filhos pequenos e só agora descobrem o hediondo crime dos pais que recorrem às piores calúnias para privarem o outro progenitor da custódia dos filhos”
Por fim o reitor escreve que “ a mentira familiar provoca a desintegração da unidade e da verdade no alicerce social e causa uma epidemia”, frisando que “sem verdade não há paz, não há futuro e não há filhos”.

Palavras sábias e muito oportunas.
Mas – há sempre um mas… - só agora é que a Igreja Católica viu isto?
A mentira e a intoxicação pública foram, e são, as grandes armas dos políticos que nos governam há mais de trinta anos.
Com isto não quero dizer que “os outros” ( os da outra senhora…) também não mentiam.
Mentiam e de que maneira. Eram é mais softs.

Vivemos hoje no jogo da mentira. A mentira está institucionalizada e enraizada na sociedade.
Hoje já não existem mentirosos. Os que falam verdade contam-se pelos dedos e são, já, uma espécie em vias de extinção.
Pronto! Temos o tal “homem novo”.
Manuel Abrantes
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Vales de CARDIGOS
Religião sim... Poluição, NÃO!!!!!!

De: S.S. Potencio,
 
Em revista da entrevista publicada na revista "Saturday News" ou seja: melhor dizendo,... na revista "noticias sábado" de numero 91- lá do puto -  nós podemos ler as palavras do Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra, e... achamos por bem avisar aos leitores.
- A partir de agora quem quisér acender uma vela ou, uma dúzia (cada promessa tem o seu valor correspondente em numero de velas) pela graça alcançada, pode!!!... mas se não houver graça nenhuma, então o resultado da promessa deve ser pago em forma de velas da desgraça (???!!!)...
- Ainda não sabemos, se isto está correcto, mas vamos indagar!...   
Fica aqui portanto o desafio ao Ti António lá da Alemanha porque nós, nestas coisas de escrever e falar da Nossa Senhora de Fátima, eu só confio nele, porque... ele é o mais JUSTO que circula aqui no portal.
 
Uma outra noticia que lemos aqui, é que as pessoas que vão a Fátima - a grande maioria são emigrantes mas... como são turistas, existe a confirmação de que ELES só passam ali para fazer "cera".
- E,... como as velas de "cera" fazem muito fumo, logo ELES, os turistas emigrantes, só fazem fogo de vista porque onde há fumo, há fogo... de certeza!!!
 
E é aqui justamente onde pedimos novamente a ajuda do Ti António... para nos explicar; como é que fazemos para acender as tais velas electrónicas, hein? 
 
Segundo disse o Senhor Reitor a partir de agora é melhor acender só velas electrónicas, porque as de cera fazem muito fumo... e nós aqui temos um problema muito grande.
 
Nós, por acaso, até temos um curso de electrónica... que fizémos no inicio dos anos Oi... tenta aí a ver se arranjas emprego em São Paulo, mas não deu certo!, mas... e quem não tem curso de electrónica?,... pode acender velas lá em Fátima?...  
 
Eu ainda tinha mais uma "ruma" de perguntas para fazer, nestas coisas da religião católica, porque o mês de Maio já vai no meio mas, por absoluta falta de tempo, eu deixo-as para fazer depois de eu terminar de ler aqui as noticias.
 
- segundo o boletim mentirológico, em mais de 99 % (noventa e nove por cento) da floresta ardida nas matas lusitanas, que era de pinheiros bravos, não se pode recuperar a resina porque os resineiros foram todos p'ra França... a plantar pinheiros novos.
... e por isto, vai faltar cera em Portugal para fazer velas.
- Portanto, quem quiser encomendar defuntos, ou promover festas de baptizados, casamentos, passamentos, aniversários e outros eventos... onde seja necessáro acender velas!,... é preciso obter licença de importação da matéria prima com certificado de origem autenticado pelo A.S.A.E. (Agencia de Serviços de Apoio Emigrante) para então se poder fazer cera à vontade - inclusivé nas repartições públicas e na privada!... 
 
Se,... de todo em todo, não se resolver o problema do fumo das velas de "cera",  nem com eventuais "cotos",  o peregrino deve utilizar uma vela electrónica no mínimo com um Kilo-Wat de potência (não confundir com o nome deste vosso humilde escriba) por cada pecado que tivér cometido, durante os últimos doze meses desde a ultima vez que foi à missa.
 
O ecológicamente correcto é carregar uma placa, ou um painel solar na cabeça... sendo este ligado a uma bateria de 100 voltas em torno da "Azinheira"... e por último ligar os fios da bateria a uma lampada fluorescente, do tipo "apaga de dia e acende de noite" fabricada na China de Macau...
Esta vela é importada, logo é muito melhor do que as nossas... - é bom porque já vem com a tradução do Mandar in todos os emigrantes Portugueses, que fazem turismo em Portugal sem poluir o meio ambiente!... 
- Só falta resolver o problema de acender as "beatas" na ponta das velas electrónicas, mas... isso fica para outra resolução "à posteriori"... 
 
Nota do autor: "beata" aqui neste caso, é a ponta de cigarro, que se colhe nas entradas dos bueiros, e nos cinzeiros de motel, que depois de lavada fica nova! ... e prontinha para acender na vela de cera, e assim soltar mais umas baforadas de fumo à custa do desperdicio da classe rica...que tem dinheiro para comprar cigarros mas,  felizmente,  está em extinção na santa terrinha!...
 
Eu vos digo em emigrês...como pode um Português,  Amar o povo, se não pode lá voltar!!!???...     Silvino Potêncio
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José Sócrates violou a Lei

 Lei nº 37/2007 não distingue entre voos fretados e voos normais, pelo que o "torquemada" Director da ASAE, sempre tão lesto a instaurar processos aos comerciantes, por ser também a autoridade competente nesta infracção, tem a obrigação de instaurar o competente processo contra-ordenacional ao Sr. PM e demais fumantes no avião da TAP (a bordo é território nacional)!
 
Sendo um princípio sagrado que a lei é igual para todos, o PM e os demais fumantes têm de ser coimados!
 
Mais, por este exemplo se vê como Sócrates, além de mentiroso e arrogante, não passa de um delinquente como qualquer outro, até infringindo as leis que ele próprio fez aprovar, com a agravante de se fazer passar por um não fumador...
 
Jorge da Paz Rodrigues
 
Visita de Sócrates à Venezuela marcada por alegada violação da nova lei
Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco
2008-05-14 08:42:00 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos

Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.

Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.
Se lá estivesse, Jorge Miranda garante que "chamaria à atenção o primeiro-ministro por estar a dar um mau exemplo às pessoas e a violar a lei". Ainda assim, reiterou que "é indiscutível que a norma não admite excepções e não há nenhuma forma de a contrariar". O constitucionalista, que negou que os casinos fossem uma excepção à nova Lei do Tabaco, situação invocada pelo presidente da Autoridade de Segurança Económica e Alimentar (ASAE), António Nunes, quando foi fotografado a fumar a 1 de Janeiro no Casino Estoril, disse que "neste caso há ainda menos dúvidas". Esta opinião foi corroborada por Vital Moreira que, no seu blogue, escreveu que José Sócrates deu um "mau exemplo" e lembrou que "as normas valem para todos".

Contactada pelo PÚBLICO, a TAP considerou que pedir para fumar num voo fretado é tão "normal" como solicitar uma "refeição especial". De acordo com António Monteiro, porta-voz da transportadora, "o cliente que freta um avião pode ter regras diferentes das da companhia". Questionado sobre o filme de segurança passado no início da viagem, que explicava tratar-se um voo de não-fumadores, e sobre as várias luzes que alertavam para a proibição, o porta-voz explicou que "muitas vezes não há tempo para alterar as coisas que são padronizadas pelo que pode haver alguma desconformidade".

No que diz respeito ao alegado desconforto de alguns funcionários com a situação presenciada, António Monteiro diz não perceber este comportamento, já que "não é normal que os tripulantes façam reparos às regras do voo pedidas pelo cliente", para as quais estão previamente alertados.

Ao que parece a situação, apesar de muito contestada, não é inédita. Alguns jornalistas do PÚBLICO, que já viajaram com Cavaco Silva, confirmaram que nos voos da Presidência também se fuma. Contudo, "toda gente sabe que o Presidente da República não fuma", reagiu o assessor da Presidência Fernando Lima, que se escusou a dizer se essas pessoas estavam previamente autorizadas a fumar.

O presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, o médico Luís Rebelo, sublinhou que "isto é um escândalo para o país", ao tratar-se de "um incumprimento da lei, ainda por cima por pessoas que deviam dar o exemplo". Luís Rebelo não entende também a justificação da TAP, pois a pessoa que freta o avião "não viaja sozinha". E ironizou: se os governantes não conseguiam aguentar tanto tempo sem fumar, deviam usar substitutos de nicotina.

"Não pode haver casos especiais nos aviões porque qualquer excepção seria ilegal", sublinhou Paulo Brehm, da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, que acrescentou que "a questão nunca antes tinha sido colocada".

Atrás das cortinas

O facto de José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo terem violado a proibição de fumar a bordo do avião, no voo fretado da TAP que chegou às cinco da manhã de ontem a Caracas (hora de Lisboa), foi criticado pela comitiva empresarial que os acompanhava na viagem e pelo pessoal de bordo.

Apesar de o filme de segurança do avião explicar que aquele era um voo de não-fumadores, depois do jantar, alguns membros do gabinete do primeiro-ministro dirigiram-se para a frente do avião com maços de tabaco na mão e referindo o facto de "já se poder fumar". O local escolhido foi a zona de serviço de pessoal de bordo, na parte da frente do avião que dividia a classe executiva - onde seguiam o primeiro-ministro, os ministros e os secretários de Estado - da classe económica. Uma cortina, junto à porta de emergência, escondia os fumadores dos restantes passageiros.

Mais tarde foi a vez de o próprio primeiro-ministro se esconder atrás da cortina e acender um cigarro. Voltaria lá mais uma vez, como o PÚBLICO pode ver, cerca de meia hora mais tarde. Porém, numa terceira vez, acabou por fumar sem se esconder, mesmo perante um aviso de obrigatoriedade de permanecer sentado e com o cinto apertado.

O supervisor do voo, João Raio, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em "situações de excepção".

Contactado pelo PÚBLICO, o director-geral da Saúde, Francisco George, recusou-se a tecer qualquer comentário à situação. Até ao fecho desta edição não foi possível contactar a ASAE.

Fumar a bordo
Segundo a Lei do Tabaco é proibido fumar em "trasnportes aéreos", os locais onde não há restrição devem estar "devidamente sinalizados" e ser "ventilados". Além disso, os trabalhadores só podem permanecer em locais de fumo 30 por cento do tempo total do dia de trabalho.

Na TAP, se algum passageiro for encontrado a fumar num voo comercial é "imediatamente convidado a abandonar o acto", garantiu António Monteiro.

Na Varig, num voo realizado em 2004 entre Portugal e Brasil, o actor Manuel Melo, conhecido como o "Girafa" da telenovela "Saber Amar", fumou na casa de banho do aparelho e, apesar das advertências, recusou-se a apagar o cigarro. A situação foi comunicada ao comandante do voo, que informou a Polícia Federal Brasileira sobre o sucedido. O resultado? O actor foi proibido de entrar no país e repatriado em pouco mais de uma hora.

Fumo do primeiro-ministro mal recebido pelos partidos
O fumo dos cigarros do primeiro-ministro José Sócrates e do ministro da Economia, Manuel Pinho, durante um voo para a Venezuela, animava ontem as conversas nos corredores do Parlamento e provocou reacções dos vários partidos.

Para o secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, o facto de José Sócrates ter fumado a bordo "é mais um exemplo de que o primeiro-ministro tem para com um país um conjunto de regras, algumas de uma exigência absurda, como no caso da ASAE, que depois não aplica a si próprio". O social-democrata defende que o Governo não pode exigir aos portugueses aquilo que depois não cumpre: "Bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz", resume.

Os populares também vêem uma moral nesta história. "Quem é autoritário e moralista acaba por ser apanhado atrás da cortina", ironizava o deputado do PP Hélder Amaral, numa alusão ao facto de o primeiro-ministro ter usado como "zona de fumo" uma área de serviço de pessoal na frente do avião, onde uma cortina ocultava os fumadores dos restantes passageiros. "O Governo defendeu que esta nova lei devia ser aprovada para dar um sinal claro e implacável à sociedade. Mas pelos vistos anda em maré de azar: primeiro foi o presidente da ASAE num casino, agora o primeiro-ministro num avião", diz, anunciando que o partido quer ouvir explicações do chefe do Governo quando este regressar da visita de Estado.

O deputado lembra que a Lei do Tabaco - que entrou em vigor em Janeiro e proíbe o fumo, entre outros, nos transportes rodoviários, ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços expressos, turísticos e de aluguer - destina-se a proteger os não fumadores e os trabalhadores, pelo que a utilização de uma zona de serviço para local de fumo é ainda mais irónica.

Para os comunistas é fundamental que seja feita uma clarificação jurídica sobre a aplicação da Lei do Tabaco nos voos fretados , mas o líder parlamentar, Bernardino Soares, quer salientar "um princípio incontornável": "A lei aplica-se a todos, incluindo os membros do Governo".

Também para o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo, que desconhecia os detalhes da situação, esta é a grande questão a frisar: " A Lei do Tabaco, como qualquer outra lei da República, deve ser cumprida por todos", defendeu. "Por todos, sem excepção ou distinção.
Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos
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O POVO PORTUGUÊS ESPERA VÊR Á CHEGADA AO AEROPORTO DA PORTELA O SOCRÁTES, VINDO DA VENUZUELA , COM A ASAE COM TODO O SEU MEDIATISMO DE CAPUZ E METRALHADORAS, PARA PASSAR A COIMA RESPECTIVA A ESSE SENHOR E QUEM FUMOU NO AVIÃO. É PRECISO PENALIZAR QUEM FAZ AS LEIS , ELAS TEM QUE SER PARA TODOS , O FUMAR NUM TRANSPORTE COLECTIVO , AVIÃO DA TAP , ESTÁ NA LEI É PENALIZAVEL. AO NÃO FAZER, O POVO PORTUGUÊS NÃO VAI RESPEITAR A ASAE POR SER UMA POLICIA FANTOCHE DO REGIME COMO O ERA A PIDE. Luis Afonso
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Maria.Casimiro.Cel.Lacerda.Elaine.
Ò Ti Maria...
De: S.S. Potencio, (foto no site www.portugalclub.org : Maria, Casimiro e amigo Lacerda)

Ò Ti Maria... voismecê me á desculpe mas hoje eu vou escrever de uma maneira mais escurreita porque também eu gostaria de falar aqui de mais uma afinidade!

... depois que se bebeu um pouco da água do bengo (era um rio que abastecia àgua potável à capital de Angola e à fábrica de cerveja) é impossível esquecer os amigos de então!...

Também nós ca´em Natal vamos completar os 24 anos de casados com a nossa cara metade que amamos, veneramos, adoramos quer sejamos suspeitos ou não!...e os 3 filhos que são a minha única riqueza além da Mulher Que Deus me Deu!...

Diga aí ao Ti Casimiro que ele precisa é de controlar mais a "curva da felicidade" senão ela ainda vai arrebentar o cinto muito além do peso normal... que ele tem.
Basta substituir a loira gelada pela morena ou então um tintol à refeição - uma vez por dia, hein!...
ABRAÇÃO A VOISMECÊS...    Silvino Potêncio - Natal/Maio 2008
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Bem haja Sr. Casimiro

Cada vez me dou mais conta que as nossas entidades portuguesas estão-se bem borrifando para os lamentos da populaça…

Seja como for e acho que o Sr. Casimiro é da mesma ideia que a luta deve continuar até que finalmente aguém se proponha dizer ALTO LÁ  algo está mal.  Hoje e mais uma vez agradeço o amigo Casimiro pela possibilidade de denunciar …

 Hoje o tema será :Pedido ao estado para que nos devolvam os nossos quintais onde possamos construir e os nossos filhos. É fundamental que chegue até ao governo o que se está a passar com certas leis que estão a destruir o povo movimentando-o à revolta. O sr. António Reis luta em Fátima também ( Aeródromo corta-lhe a propriedade) e já la vão 18 anos… o que é que isto pode significar .É intenção levar a todo mundo a mensagem : deixem-nos construir nos nossos quintais e acabe-se com a soberba e estratagemas para o roubo das propriedades… é o termo porque FATIPARQUES é mais um estratagema como tantos outros no passado.

 Recebi o seu pedido para angariar assinaturas, pergunto seria possível pelo biais de Portugalclub fomentar a angariação das assinaturas. Será possível um preenchimento dos dados pessoais via WEB com vista a concretizar as tais listas ?  O meu muito obrigado. A. Lopes

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PORTUGAL ANTIGO E MODERNO (Pinho Leal) «Cardigos:-Antigamente Vila Nova de Cardigos, vila, Extremadura, Comarca de Tomar, concelho de Vila de Rei, 168 quilómetros ao N.E. de Lisboa. Orago: Nossa Senhora da Assunção, Bispado e Distrito Administrativo de Castelo Branco. É do Grão-Priorado do Crato, donde dista 50 quilómetros para o N., provedoria de Tomar donde dista 35 quilómetros a E. Situada em um alto donde se veem as vilas de Figueiró dos Vinhos, Vila de Rei, Amêndoa, Niza, Castelo de Vide e Marvão. Tinha termo seu que antigamente foi julgado, chamado da Bichieira, como consta de muitos papéis antigos. Já era vila em 1521. O seu termo compunha-se dos lugares do Carrascal, Chaveira, Chaveirinha, Casais de S. Bento, Colos, Casas da Ribeira, Cavaleiro, Pé do Azinhal, Azinhal, Azinhalete, Vales, Tinfaneiros, Para Canas, Lameirancha, Sarnadas, Freixoeiro, ARGANIL, Moutaricome, Meijão-Frio, Vale de Infante, Roda, Casalinho e Carvalhal, que por todos, incluindo a vila, faziam 221 fogos.»
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Aos leitores do PortugalClub
Como leitor desta Lista de Discussão, que tem um fundamento essencialmente democrático, um forum de livre manifestação do pensamento, quero partilhar com os amigos, a lembrança de dois eventos que hoje a maioria esquece>
 
Hoje 13 de maio, comemoram-se duas datas que envolvem duas mulheres:
 
A lembra a Princesa Isabel, que no exercício do Poder Real, na ausência do Imperador Dom Pedro II, seu pai, extinguiu a Escravidão no Brasil, através da chamada Lei Áurea, onde o tamanho do texto está na razão inversa de seu significado: Texto mínimo - significado máximo.
 
Lei nº 3.353, de 13 de Maio de 1888.
A PRINCESA IMPERIAL Regente em Nome de Sua Majestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os súditos do IMPÉRIO que a Assembléia Geral Decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.

Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.

O Secretário de Estado dos Negócios d'Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.

Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 - 67º da Independência e do Império.

A 2ª envolve outra mulher, Maria, que para os Cristãos - especialmente os católicos - é não só a Mâe de Jesus, mas a Mãe espiritual de todos os homens. E a data de 13 de maio, comemorando as Aparições de Nossa Senhora a três simples crianças, analfabetas, pequenos trabalhadores, pastores de ovelhas, em Fátima, Portugal, tem um significado mais universal, pois promove a paz universal, a compreensão entre os povos, o amor dentro da família.
Claro, que existem os agnósticos, os críticos. Mas ninguém pode negar que alguma coisa de extraordinário aconteceu em Fátima no dia 13 de maio de 1917, quando Portugal estava quase na miséria, a desordem campeava no país, após o banimento da Monarquia e a implantação atabalhoada da República, a Europa estava mergulhada em sangue com a 1ª guerra mundial, a Rússia tinha assassinado os membros da Monarquia e implantado um regime totalitário e sanguinário. Era este o quadro, o contexto básico, em que ocorreram as Aparições de Fátima. O que aconteceu depois ao longo destes 91 anos, e continua a acontecer, é muito mais extraordinário, em termos de fé e transformação e renovação de consciências. Já dizia o filóssofo anônimo: "existem mais coisas debaixo do sol do que nossa vã filosofia admite..."
E quero lembrar apenas ... - não sei como chamaria, mas trata-se de algo que envolveu e envolve todo um povo, do outro lado do globo, Timor Leste. Lá a devoção a N. S. de Fátima, é nacional: contribuiu decisivamente para a conservação da identidade nacional daquele povo extraordinário, e manteve viva a esperança e o espírito de luta para reconquistar sua autonomia, diante da poderosíssima Indonésia, que proibiu o uso da língua portuguesa pelos timorenses, castigava até com a morte quem ousasse falar o português, promoveu um verdadeiro genocídio no Timor Leste, assassinando cerca de um terço da população do país, durante seu domínio que durou mais de um quarto de século. Pois foi a fé que manteve aquele povo unido e esperançoso.
Este fato me veio à lembrança quando hoje, de repente, me lembrei de Fátima e comecei a refletir sobre seu significado.   João Jorge Peralta
 
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Euclides Cavaco, provou com o gesto solidário porque é poeta! Só as almas desprendidas e magnânimas, são capazes de ser altruístas! Que permaneça assim, inundando o mundo com a sua poesia e fazendo o bem!
Saudações Lusíadas,
José Miranda R. de Melo
CCP / Recife / Brasil 
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A situação provocada pela incúria e irresponsabilidade  dos deputados e do Primeiro Ministro está a conduzir o País para o caos. Que Justiça é esta que está a destruir a segurança dos Portugueses? Basta de inércia do Presidente da República! O que anda ele a fazer? Também está adormecido? Com os melhores cumprimentos, José A. Morais da Silva Coronel Reformado da Força Aérea

Caro amigo

Os Portugueses continuam adormecidos!

Ao ler hoje os os jornais, vi como a situação desta nossa Democracia de trinta e quatro anos está a ponto de morrer!

Sairam duas notícias que revelam bem o estado a que se está a chegar:

 - Foram libertados, após serem ouvidos, os elementos de um bando da “ carjackers”!

 - Foram violentamente agredidos dois elementos da PSP no Bar Elefante Branco!

O que anda a fazer o Presidente da Repúlica?

Sua Excelência ainda não viu o estado da Justiça?

Estamos já a ser uma verdadeira República das Bananas.

Quando irá Sua Excelência chamar o Presidente da Assembleia e o Primeiro Ministro para lhes dizer que este regabofe tem de acabar e já, sob pena de as instituições democráticas estarem em risco e que a segurança dos Portugueses tem de ser reposta?

O novo Código Penal foi obra de um grupo de irresponsáveis e incompetentes deputados ou está em movimento um processo para levar o País ao caos?

O que se está a passar é vergonhoso e há que acabar com a situação.

Acordem Portugueses!

Senhor Presidente da República assuma as suas responsabilidades perante os Portugueses!

Cada vez há mais gente desesperada com tanta inércia!  

Um abraço, para ti, do Morais da Silva

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MARIA
de  Rosélia Martins   para Casimiro
 
CASIMIRO !!! Ia a desligar esta máquina que nos dá notícias e imagens, ora mais alegres , ora mas desanimadas, quando deparo com a foto irradiante de felicidade deste casal .CASIMIRO e MARIA,. Junto um maravilhosa declaração de amor. Parabens amigos por essa união feliz, complementada pelos vossos queridos filhos.
Fico feliz por vós. Agora entendo melhor porque o ti Casimiro tem tanta garra para continuar na luta contra certas moscas , que de quando em vez teimam em picar no teclado, deixando-o enovoado.
 Força e felicidades abraço carinhoso.Rosélia Martins
 
O Desespero de um poeta
Pedro Valdoy

Ah os filhos da Pátria
esquecidos desesperados
considerados os malditos
de uma falsa democracia
 
Os filhos da puta
vangloriam-se
pavoneiam-se
por entre a miséria
de um pobre povo
 
Com o choro dos miseráveis
dos pobres
com a revolta incapaz
as almoçaradas dos grandes
dos poderosos
há cada vez mais
 
Maior revolta
não pode haver
de um poeta revoltado
que queria ver este povo
feliz e sem fome.
 
É esta a democracia que o povo quer?
com pretextos de baixos salários
porque o país está em crise
com a construção
gigantesca de novos aeroportos
novos TGVS?
 
Mas o poeta chora
pela mentira
pela falsidade
sua angústia é grande
com tais atrevimentos!
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Casimiro & Maria
Amo muito este Portuga
Casimiro. Que dizer deste homem: bom pai, bom marido, homem batalhador e muito esforçado uma pessoa que ja batalhou muito na vida, uma pessoa de personalidade forte, uma pessoa que gosta de ajudar as pessoas mas muitas vezes e incompreendido, sou suspeita em falar dele pois em janeiro de 2008  fizemos 24 anos de casamento. admiro e amo muito este Portuga, Maria
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Euclides Cavaco

Sábado dia 9 de Maio, o poeta Euclides Cavaco  fez a apresentação o seu novo livro “Horizontes da Poesia”, no salão da Casa do povo de Mira.

Presidiu ao evento o presidente da Câmara de Mira Dr. João Reigota.

Um grupo de amigos esteve presente para homenagear Euclides Cavaco.

De seguida houve uma sessão de Fados vibrantemente participada. O homenageado Euclides Cavaco declamou com vincada expressividade um dos seus poemas acompanhado pelo som improvisado de uma guitarra tangida por um artista presente.

Uma sessão de autógrafos e um Porto d’Honra abrilhantaram a noite cultural.

Euclides Cavaco teve um gesto de sentida solidariedade. Ofereceu vários exemplares da sua obra poética “Horizontes da Poesia” ao Tiago, o Tiagolas, cidadão com deficiência mental, já bem conhecido por esta comunidade de amigos do Portugal Club. O proveito da oferta é um sentido contributo para construir uma residência para o Tiago e para outros como o Tiago.

O Tiago agradece a amizade e espera os amigos no:

   www.youtube.com/tiagoquintasmiranda  

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Carta aberta a António Almeida Santos

Estimo que se encontre recuperado em relação ao problema de saúde recentemente divulgado.
Sobre a sua obra “Quase Memórias” vol. 1, e as transcrições que nela faz do meu livro “Memórias da Revolução – Portugal 1974-1975” (2004), quero chamar a atenção para as seguintes incorrecções praticadas voluntária ou involuntariamente (edição do Circulo de Leitores):
1. Na pag. 470, depois de transcrever declarações de Álvaro Cunhal a Oriana Falacci, faz a seguinte referência: in Manuel Amaro Bernardo, Memórias da Revolução, pags. 666 e 667. Ao longo das 30 páginas seguintes, cita, por duas vezes, passagens do livro do Dr. Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira da Revolução de Abril e oito vezes uma obra de António Reis. Quando chega à página 500, em que faz a citação usual, com a indicação de in António Reis, ob. cit., pág. 58 (que já fizera antes por várias vezes) passa a transcrever, ao longo uma página e meia, excertos de uma entrevista do Coronel Jaime Neves. Depois acrescenta: ob.cit., pag.ª 492 e seguintes.
O que é que qualquer leitor deduz deste texto? Que tal entrevista consta da obra de António Reis, o que não é verdade. Também não é verdade que tenha sido eu a fazer a 1.ª parte da referida entrevista e que inclui na sua transcrição. Como consta de uma nota de pé de página (p. 492), fê-la o jornalista Martinho Simões, tendo eu acrescentado que foi feita na minha presença.
2. Depois, mais à frente, quando faz a transcrição da entrevista do General Lemos Ferreira, durante cerca de duas páginas (!), termina com ob. cit. 543 e seguintes, como se, à semelhança da de Jaime Neves, tal constasse na obra de António Reis. Neste texto, CEMGF deve ser substituído por CEMFA (Chefe do Estado-Maior da Força Aérea), General graduado Morais da Silva … A propósito, gostaria de saber a razão porque as palavras General e Coronel (ou Capitão) não são escritas com letra maiúscula neste e noutros livros, e as Dr. e Eng.º tem esse “direito”…
3. A seguir, na página 504 do seu livro, surge outro erro grave. Confunde o Tenente-Coronel Pára-quedista António Ramos, ex-ajudante de campo do então General António de Spínola com o Coronel Armando Ramos, que intitula de seu “ajudante de campo” (onde foi arranjar esta designação, pois não tinha direito a tal, nem era general das FA?) e que o acompanhou em algumas diligências no período da descolonização. O que eu entrevistei e consta da página 524 do meu livro, “Memórias da Revolução (…)” foi António Ramos, falecido em 1997. Foi este oficial, e não Armando Ramos, que afirmou a propósito de “quem empurrou e de quem foi empurrado”:
(…) a extinção pelo CEMFA (e não o CEMGFA, General Costa Gomes), do Corpo das Tropas Pára-quedistas, dias antes do 25 de Novembro, e o corte da estrada em Rio Maior, apenas na véspera. Depois disso, o PCP encolheu-se e quem saltou foi a esquerda festiva! (…)
Como sabe o percurso destes dois oficiais no pós-11 de Março é completamente diferente. Enquanto Armando Ramos se exilou no estrangeiro, António Ramos foi detido e esteve metido em Caxias até ao 25 de Novembro. Assim torna-se incompreensível como foi feita esta incorrecção…
Aliás, erro idêntico já fora cometido a propósito do 11 de Março, onde textos do meu livro são igualmente citados durante cerca de oito páginas seguidas (!) – pp. 403 a 411. Aí se pode ler:
“ (…) Declararam também que viram a lista (da matança da Páscoa) o capitão António Ramos e o primeiro-tenente Carlos Rolo, - segundo o tenente-coronel Armando Ramos, que foi o chefe de Gabinete do Presidente Spínola (ob. cit., pág. 363)”
À semelhança do sucedido no 25 de Novembro, este texto está completamente adulterado/alterado em relação ao constante no “Memórias da Revolução (…)”, onde na entrevista ao Ten-Coronel António Ramos, ajudante de campo do então General António de Spínola (e não chefe de gabinete) ele afirma:
“(…) Os únicos que disseram ter visto essas listas foram o Armando Ramos e o Carlos Rolo. (…)”
4. Ainda na referida página 504 do seu livro podemos encontrar outro erro, onde, para além de continuar a citar uma obra, como sendo de António Reis e não a minha, afirma que Salgueiro Maia mandou o seguinte recado a Carlos Fabião, por intermédio do Brigadeiro graduado Sacramento Marques: “Diz ao Fabião que acabe com essa bagunça em Lisboa. Porque, senão, a EPC, em três dias põe Lisboa com a língua de fora (…)” E a transcrição deste recado estende-se ao longo de mais sete linhas e terminando com a ob. cit., págs. 527 e 528.
Ora, quem tal afirmou não foi o Salgueiro Maia, mas o Tenente-General Alves Ribeiro que, na altura dos acontecimentos (1975), era tenente-coronel e comandante da Escola Prática de Cavalaria (EPC), numa reunião no EME, em 22 de Novembro. Salgueiro Maia tinha o posto de capitão, comandava o esquadrão de carros de combate da EPC e já falecera (1993) antes desta entrevista.
E as transcrições de “Memórias da Revolução – Portugal 1974-1975” terminam com excertos da entrevista de Paradela de Abreu (pp. 505).
Julgo que os intervenientes atrás referidos, tal como eu, têm todo o direito a que a verdade dos textos transcritos seja reposta publicamente, pelo que se aguarda a devida rectificação em futuras próximas edições do “Quase Memórias”, quer da Casa das Letras, quer do Círculo de Leitores.
Fiquei “desvanecido” com a prova de credibilidade que atribuiu ao livro em questão, e merecedor de tão extensas transcrições. No entanto sobre o 25 de Novembro, poderia já ter feito alguma referência ao meu último trabalho (em co-autoria) – 25 de Novembro de 1975; os “Comandos” e o Combate pela Liberdade –, publicado pela Associação de Comandos (distribuído pela Bertrand), aquando do 30.º aniversário desse evento. Tem o prefácio do General Tomé Pinto e o posfácio do General Ramalho Eanes, e foi lançado no IDN, com apresentação do Prof. Doutor Barbosa de Melo, também ex-Presidente da Assembleia da República. Seria uma fonte com dados mais actualizados.
Pena foi que, como referido e proposto em “Memórias da Revolução (...)” – p. 691, os “convocados” dos Comandos (idos da vida civil, como voluntários), que “deram alma e capacidade de actuação ao Regimento de Comandos”, ainda não tenham sido desta vez homenageados pelo Governo Português. Como sabe, a Democracia portuguesa não nasceu com o 25 de Abril, mas apenas na sequência da contenção do golpe de 25 de Novembro de 1975, que tornou possível a aprovação da nova Constituição, e apenas se concretizou em 1982, com a extinção do Conselho da Revolução. Como diz o Povo. “De mal agradecidos está o inferno cheio…”
Igualmente não posso deixar de lamentar o sucedido com as “Quase Memórias” e atrás relatado, por parte do político que continua a ser e foi uma referência na vida política nacional nas últimas três décadas.
Na minha opinião, qualquer manipulação poderá ser aceitável quando praticada por políticos de esquerda ou de direita. Mas quando saem da vida política activa e se tornam “apenas” autores de trabalhos de carácter histórico/científico deverão eticamente refazer os seus procedimentos. Mas isto é somente a opinião de um militar (coronel), cujo posto é habitual ser redigido (antes do seu nome) em livros e na Comunicação Social, com “letra pequena”.

Manuel Amaro Bernardo

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Aeroporto de CARDIGOS

O NOVO AEROPORTO DE LISBOA E A DEFESA NACIONAL

 

(conclusão)

 

 João José Brandão Ferreira

            Tomada a decisão de construir o novo aeroporto de Lisboa, na OTA, nos idos de 1999, esta foi aboborando e sendo contestada até que, em Janeiro de 2008, o governo após grande controvérsia mudou a agulha para Alcochete.

            Acontece que na zona de Alcochete existem instalações militares afectas à Defesa Nacional (DN), actualmente sob a alçada da Força Aérea (FA) mas que se destinam a apoiar também os outros Ramos, as Forças de Segurança e o que resta das indústrias de Defesa. Existem ainda paióis. A principal função do Campo é,  sem embargo, o de permitir o treino dos pilotos da FA na largada de armamento real e de treino (tiro ar-solo). Quando necessário reserva-se um espaço aéreo sobre o mar entre a Nazaré e a Figueira da Foz, para tiro ar-ar.

            Muito raramente faz-se tiro ar-solo em S. Margarida em manobras conjuntas com forças terrestres, mas com muitas limitações,que têm a ver com a segurança das populações vizinhas. Estas limitações não são susceptíveis de desaparecer.

            Quer isto dizer que se Alcochete fecha como carreira de tiro, não há hipóteses de manter as qualificações operacionais dos pilotos em tiro ar-solo em território nacional. A não ser que se faça outra carreira de tiro.

            As Forças Armadas não existem para impedir o desenvolvimento do país e não passa pela cabeça de nenhum militar qualquer pensamento que possa ir nesse sentido. O problema é que também não poderá haver desenvolvimento sem segurança e quando um choca com o outro há que se fazer opções, chegar a compromissos e arranjar alternativas que salvaguardem interesses fundamentais ou importantes.

            Pelo que sabemos nada disto foi ou está acautelado, daí a nossa preocupação e a razão deste escrito.

            Com  voz mansa alguns comentadores e entidades, vieram dizer publicamente que a razão da inicial impossibilidade da ida do Aeroporto para Alcochete era a oposição dos militares. Ninguém desmentiu nem aquiesceu, pela simples razão de, em Portugal, haver uma dificuldade cromossomática em se assumir as coisas.

            Sobre este assunto destaco o Sr. MDN que sobre a questão proferiu generalidades no tom cinzentinho a que nos habituou; o Sr. Van Zeller, grande impulsionador da opção Alcochete, que do alto da sua pesporrencia ignorante e atrevida bolsou uma frase épica: “os militares que vão dar tiros para a Andaluzia ou para Marrocos”, esquecendo-se,contudo, de acrescentar se também pagava; se já tinha conversado com as autoridades que por lá mandam e se salvaguardava os problemas de soberania que daí adviessem. Finalmente o chefe da FA afirmou “urbi et orbi” que a “FA era parte da solução, não era parte do problema”: Parece curto ….

            A questão ultrapassa, até, a FA. O CTA diz respeito a todos os Ramos logo deveria ser também  objecto de análise no Conselho de Chefes de Estado-Maior e de eventual preocupação pública, por parte do CEMGFA.

            Mais, como tal mexe no dispositivo e no sistema de Forças, a questão deveria ser ainda discutida em Conselho Superior de Defesa Nacional. E eu arrisco-me a dizer que as chefias militares, nunca deveriam ter dado o seu aval a uma decisão destas sem terem garantido que se iria construir em tempo útil e sem solução de continuidade, uma alternativa adequada ao CTA. E deviam-no fazer porque, infelizmente ,deixou de se poder acreditar nos políticos.

            Veio à baila a hipótese de Mértola,zona conhecida por Vale dos Mortos,próxima de Vila Verde de Ficalho (que é longe – um F-16, por ex., para lá ir gasta 3 a 4 vezes mais combustível de que ir a Alcochete e provavelmente teria que aterrar em Beja, e tem problemas de ricochetes, etc.),mas é um nado morto. Mesmo partindo do princípio, altamente duvidoso, que existam meia dúzia de políticos em Portugal, preocupados com a DN, alguém acredita que haja um governo que tenha  vontade política para gastar uns largos milhões de euros num espaço onde uns tipos – que eles ainda por cima detestam -, vão dar tiros?

            Para os mais cépticos lembro que desde 1975, já fecharam cerca de 200 órgãos e unidades militares. E foram construídos de raiz, com dinheiro nacional, que me lembre quatro: a Academia da Força Aèrea (por falta de acordo com o Exercito); a Escola Prática de Administração Militar, na Póvoa de Varzim (por troca com os terrenos da anterior sita no Lumiar); o hangar para os helicópteros da Marinha (dentro da Base Aérea do Montijo) e o Depósito de Material de Guerra, em Benavente (por troca com os terrenos cedidos à Expo 98).

            Será que não estou a ser razoável?

                                                                                  João José Brandão Ferreira

                                                                                          TCor Pilav (Ref)

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Coronel Sigfredo Ventura Costa Campos.

Faleceu Hoje ás 00h02, 11 de Maio de 2008, faleceu no HML, um dos “Boinas Verdes” mais condecorados da Guerra de África. Pioneiro nos Páras, precursor, instrutor e excelente Combatente.

Foi o fundador e Comandante do Centro de Instrução do Batalhão de Grupos Especiais Pára-Quedistas ( GEP), no Dondo em Moçambique. 

 

GE e GEP - Uma Força de Elite, formada pelo Coronel Pára-Quedista, Costa Campos, Comandante do Centro de Instrução de Grupos Especiais Pára-Quedistas, uma Unidade Militar que nunca aceitou a rendição a favor do inimigo, por manter até final o bom propósito para que fora treinada - o de respeitar o dever para com os valores daqueles que juraram defender, os Portugueses do Ultramar e  de Portugal.

 

-Aqui "Galeão" – chama. Há alguém no ar? Digam se me ouvem – escuto. Négátivo, "Galeão", estais sós, entregai-vos. Resposta – NUNCA !! Esta foi uma das últimas mensagens transmitidas pelo “espírito de grupo” da Unidade do Centro de Instrução de Grupos Especiais Pára-Quedistas, no Dondo em Moçambique no pós 25 de Abril.

Até hoje, dos 1.000 Pára-Quedistas que fizeram parte dos 12 Grupos da Força de Intervenção Rápida e dos cerca de 20.000 GE, não consta que alguém se tenha entregue ou rendido no final do conflito ás forças inimigas.

 

 Para nós GEP, fica a imagem de um amigo, corajoso e de um verdadeiro Combatente por Portugal. Não partirá do coração de quem fica. 

                                                                                       Luís Fânzeres Martins – GEP

Prés. Direcção da Associação de GE/GEP

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Alcochete

A Escolha do Novo Aeroporto de Lisboa e a Defesa Nacional

 João José Brandão Ferreira

   Nota:com este titulo escrevemos em jornal de grande divulgação,em 3/12/1999,o texto que se segue:

                                                                      

                “Ao fim de longas e porfiadas discussões ocorridas nos últimos anos está, aparentemente, tomada a decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa … E dizemos aparentemente porque nunca se sabe …

            A discussão correu à volta de dois locais, a Ota ou Rio Frio tendo, mais tarde, surgido adeptos de que se deveria manter o aeroporto na Portela com as devidas adaptações.

            Não vamos entrar na discussão de carácter sobre qual a melhor das hipóteses. Não é isso que nos interessa.

            Sobre esta questão, por demais complexa e delicada e afectando imensos interesses, pronunciaram-se um sem-número de entidades singulares e colectivas, estatais e pertencentes à chamada sociedade civil. Fizeram-se estudos de impacto ambiental (muito na moda), sobre terraplanagens, comunicações e transportes, meteorológicos, de tráfego aéreo, de economia, de proximidade ou não de centros populacionais, que sabemos nós? E está certo! Deve ser assim mesmo, dada a importância da questão e estamos já fartos de assuntos importantes tratados em cima do joelho.

            Só que, e aqui é que bate o ponto, toda a gente discutiu tudo à excepção dos aspectos da Defesa e Segurança nacionais. A única abordagem, mesmo assim ao de leve, sobre este assunto, que vimos publicada, saiu num dos últimos boletins da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal e é da autoria do comandante Virgílio de Carvalho. Honra lhe seja feita!